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Alaor Barbosa dos Santos

Alaor Barbosa é escritor. Sucedeu o acadêmico


Data de nascimento: 13/03/1940

Data de posse: 18/11/1979

Cadeira Nº 33

Posição: 3° ocupante

Alaor Barbosa nasceu em Morrinhos, Estado de Goiás. O pai, Aristides Ferreira Barbosa, era filho de antiga família de mineiros, fundada, provavelmente na zona da Serra da Canastra, por um português ali afazendado. Aristides foi o único dos filhos de Antônio Ferreira Barbosa, bisneto daquele português, que nasceu (em 1899) em Goiás: na região sul, município de Morrinhos, perto do Triângulo Mineiro. A mãe, Eliza Maria de Oliveira, pertencia a uma família paulista, também antiga, de Igarapava; Estado de São Paulo. Nasceu em 1904, em Uberlândia, Minas Gerais.  Viveu de um aos sete anos em Igarapava, e mudou-se para Goiás – também para Morrinhos – nessa idade de sete anos.

Alaor Barbosa fez os estudos primários e o curso ginasial em Morrinhos; iniciou o Curso Clássico em Goiânia e, repetindo o primeiro ano, concluiu-o no Rio de Janeiro. Fez o curso de Direito, até ao terceiro ano, em Petrópolis, de 1961 a 1963, e o terminou em Goiânia, em 1966. Começou a advogar, primeiro como solicitador-acadêmico e depois já bacharel, em 1964, primeiro em Morrinhos, depois em Goiânia. Em 1984 submeteu-se a dois concursos públicos a cargos federais, foi aprovado em ambos, e tornou-se procurador autárquico federal – do Incra –, em Brasília, e logo em seguida Consultor Legislativo do Senado Federal, cargo em que se aposentou em 1993.

Alaor Barbosa possui longa experiência de escritor. Começou jornalista, aos 13 anos de idade, no jornal semanal O Liberal, de Morrinhos. Aos 14, entrou a colaborar intensamente em jornais de Goiânia; em um deles, durante um curto período, assinou três colunas diárias. Dos 19 aos 24 anos, tornou-se foi jornalista profissional no Rio de Janeiro, tendo trabalhado nos mais importantes jornais cariocas.

Escreveu o primeiro conto em Goiânia, aos 15 anos de idade: uma estória passada em Morrinhos. No Rio, colaborou no famoso Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, porta-voz das vanguardas da época, especialmente do movimento concretista e neoconcretista. Nesse suplemento estreou com um conto neoconcretista, em 1959. Mas o conto que lhe delineou a temática mais constante e o estilo definitivo saiu em 13 de março de 1960 no suplemento literário da Tribuna da Imprensa, com o título de Ponte do  Barbiel, o qual  integra atualmente o livro Picumãs.

 Logo que retornou para Goiás, passou a publicar, a partir do lançamento do seu primeiro livro de contos, Cidade do tempo, em julho de 1964, com notável freqüência, os livros que lhe integram a rica bibliografia, sempre bem acolhidos pela crítica e pelo público.

 

Contos:

A espantosa realidade (títulos anteriores: Cidade do tempo e Caminhos de Rafael)

Picumãs

Gente de Imbaúbas (título anterior: Campo e noite)

Os rios da coragem.

Mais histórias para ler e lembrar

 

Romances:

Vasto mundo

Barulho e fúria em Imbaúbas: a morte de Cornélio Tabajara

Memórias do nego-dado Bertolino d’Abadia

Uma lenda

A solidão e a coragem de cada um

 

Ensaios:

Confissões de Goiás

A epopéia brasileira ou: Para ler Guimarães Rosa

Pequena história da literatura goiana (Para crianças e adolescentes)

O ficcionista Monteiro Lobato

Um cenáculo na Paulicéia (Um estudo sobre Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, José Antônio Nogueira, Ricardo Gonçalves, Raul de Freitas e Albino de Camargo).

O romance regionalista brasileiro

Sinfonia Minas Gerais: introdução à vida e à literatura de João Guimarães Rosa. Tomo I.

O menino que eu fui (Autobiografia para crianças e adolescentes.)

 

Inédito:

Viagens através de belos mundos (História da Literatura Brasileira para Crianças e Adolescentes)

 

Indisponível.

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