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Maria de Fátima Gonçalves

Maria de Fátima Gonçalves Lima é escritora. Sucedeu o acadêmico Eliezer José Penna.


Data de nascimento: 12/2/1960

Data de posse: 20/09/2018

Cadeira Nº 5

Posição: 3ª ocupante

DISCURSO DE POSSE  CADEIRA Nº 5

“O homem é um ser que se criou a si próprio ao criar uma

linguagem. Pela palavra, o homem é uma metáfora de si próprio”.

O Arco e a lira de Octávio Paz

“Escrever é sacudir o sentido do mundo.”
Roland Barthes

 

Exma. Acadêmica Lêda Selma de Alencar,

  1. Presidente da Academia Goiana de Letras.

Ilustres componentes da mesa.

Distintos acadêmicos, prezados escritores.

Queridos familiares, amigos, autoridades.

 

Começo o discurso desse meu rio exultante, a partir de duas reflexões. A primeira, abrigada no lirismo de “Voa” – poema que estimo, dada a qualidade sua poética revelada nos vários planos –   expressão, ideológico, semântico e retórico – de autoria da poetisa e Presidenta deste Sodalício Literário, Lêda Selma de Alencar, que exprime:

 

Se teu sonho for maior que ti,

alonga tuas asas,

esgarça  teus medos,

ampliateu mundo,

dimensiona o infinito

e  parte em busca da estrela…

Voa alto!

Voa longe!

Voa livre!

 Voa!

 

O outro pensamento, do escritor Rubem Alves, avalia que “Há pessoas que nos fazem voar. A gente se encontra com elas e leva um bruto susto (…) elas nos surpreendem e nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos, mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando de penhascos”.

Esses textos traduzem o meu próspero encontro com os ilustres escritores da Academia Goiana de Letras, que hoje me recebem nesse momento alvissareiro de sonho e realização.  Foi a confluência de duas águas da minha vida – a água do sonho, morada da literatura e do imaginário que me movia; e a água da realização, dos estudos literários que era minha matéria de trabalho e realidade.

É uma emoção indescritível, uma preciosa honra e prazer ter sido eleita para compor um quadro tão seleto de artistas da palavra, que pensam e realizam Literatura no Estado de Goiás; que materializam a cultura de um povo e têm o poder de, por meio dos textos literários, fazerem   a humanidade pensar sobre o ser e as coisas do mundo, e a buscarem perguntas intrigantes e respostas inteligentes, a filosofarem sobre o poder das palavras. Em seu livro O que é literatura? (1985), Jean Paul Sartre postula “A função do escritor é fazer com que ninguém possa ignorar o mundo e ninguém possa se dizer inocente”.

PATRONO

GASTÃO DE DEUS VICTOR RODRIGUES

 

No oitavo dia do mês de março, de 1883, nasceu em Catalão, Gastão de Deus Victor Rodrigues, o patrono   da Cadeira número 5, que terei o orgulho de agora, ocupar. Filho do Coronel Francisco Victor Rodrigues e de Felicidade Silveira Rodrigues, iniciou seus estudos na cidade natal e depois transferiu-se para Paracatu, em Minas Gerais. Após concluir o Grupo Escolar e a Escola Normal, em 1898, voltou para Catalão.

De espírito altivo, não ficou parado na cidadezinha da sua infância, transferiu-se para Uberaba, e iniciou um período de muitas atividades: exerceu o magistério e o jornalismo, escreveu no “Lavoura e Comércio”, e foi nomeado para a Secretaria de Finanças de Goiás.

Logo, seu estilo irrequieto levou-o para a Escola de Direito de Goiás. Foi  removido para a Secretaria do Interior, Justiça e Segurança Pública, e, em seguida,  lecionou Metodologia e Pedagogia na Escola Normal, e Literatura e Lógica do Liceu.

Em 1905, lançou seu livro de poemas em tom romântico, Agapantos, obra publicada em Uberaba, composta por poemas datados de 1902 a 1904 e que traz  uma carta-prefácio do colega do curso de Direito, Augusto Rios, que expõe: “ És dentre a moderna geração de poetas, um dos que trabalham e burilam o verso com mais elegância e carinho mais cuidadoso”, como pode ser conferido no quarteto de  “Goyazes”, datado de 1903:

“Coração do Brasil!” soberba terra,

Terra augusta dos brincos da natura!

Quanto néctar o seio teu encerra,

Ninho rico de vida e formosura.

 

Em 1906, bacharelou-se em Direito, juntamente com Raimundo Pinto de Castro, João Avelino Trindade, Augusto Rios, Luís Ramos de Oliveira Couto (orador). Em 1907, casou-se em Paracatu, com Leonor Pimentel Ulhoa.

Nos anos posteriores, lançou, em 1909, “O Paracatuense”, semanário político, noticioso, literário e agrícola. Em 1910, iniciou a publicação, em folhetim, da novela catalanaO Cazeca. Foi escolhido para ser delegado de polícia, na cidade de Catalão, em 1913 e, logo, nomeado o primeiro juiz de direito da comarca de Anápolis.

Editou, pela Tipografia Paulicéia, São Paulo, Páginas Goianas, em 1917, obra  dedicada a Eugênio Jardim e a José Xavier de Almeida  e que, na primeira parte, fez estudos e biografias dos principais vultos literários e, na segunda parte, sob o título,  “Traços Multicores”, apresentou alguns de seus contos.

Sobre Páginas Goianas, Gilberto Mendonça Teles em A Poesia em Goiás – Estudos Goianos I (1983) traçou sua visão de pesquisador sobre essa obra e exibe como Gastão de Deus delineou seu olhar crítico sobre a literatura  produzida em Goiás, naquela época, e registrou que “o autor discorreu, criticamente, sobre os principais representantes de nossas letras, na poesia. Trata-se de um belo trabalho, a começar com o prefácio, através do qual nos chegaram valiosas informações sobre os poetas da época”.

O poeta Gastão de Deus Victor Rodrigues faleceu em pleno outono, no dia 17 de abril de 1917, na cidade de Anápolis, deixando um legado de uma vida dedicada às Letras e à Cultura de Goiás.

ELIEZER JOSÉ PENNA

ELEIÇÃO 23 DE NOVEMBRO DE 1973

POSSE 8 DE MAIO DE 1977

O acadêmico Eliezer José Penna foi  jornalista e escritor. Nasceu em São Paulo, na cidade de Taquarituba, no dia 8 de agosto de 1925, filho de José Penna e Virgília Penna. Foi casado com Aracy Taveira Penna, amor de primeira vista e tiveram quatro filhos. Faleceu no dia 3 de fevereiro de 2018.

Eliezer Penna fez os estudos iniciais em sua terra natal, secundário na Escola Normal Oficial de Itapera, o ginásio em Averé, cidades paulistase  bacharelou-se em Direito pela Universidade de Goiás.

Assinalado pelo sobrenome que já indicava sua missão no mundo, transferiu-se para a capital paulista. Trabalhou no Hoje, no O Dia e na Folha da Manhã, atual Folha de São Paulo. Voltou para Goiás em 1949 e começou a exercer suas funções de jornalismo naFolha de Goiaz, dirigiu O Populare  a Rádio Anhanguera.

Em 1957, presidiu a Associação Goiana de Imprensa. Incentivador da cultura goiana, em fevereiro de 1957, ajudou na fundação doJornal Oió, que teve duração de 21 números, e foi extinto em novembro de 1958. Sobre sua participação nesse jornal,  Gilberto Mendonça Teles, assinalou em A Poesia em Goiás – Estudos Goianos I (1983) que Eliezer Penna, como secretário, traçou as diretrizes do jornal no seu editorial “Rumos do Jornal Oió” e escreveu que o jornal abrigaria “em  suas páginas as produções dos homens de letras do Estado, evitando, porém, a formação das chamadas e odiosas “igrejinhas literárias”. Essa atuação já demonstrava o seu espírito idealista de concretizar ações, fazer e seguir a história do seu povo.

Sua vida de jornalista estava escrita no brilho de grandes reportagens, uma delas, o fato de ter sido o primeiro a entrevistar Juscelino Kubitschek no local onde seria construída a nova capital do Brasil. Em 1961, chefiou a campanha política do ex-Presidente Juscelino Kubitschek, quando candidato ao Senado Federal por Goiás.

Foi Secretário de Interior e Justiça, no governo José Feliciano (1951-1961), e chefe de Gabinete civil, no governo Mauro Borges. Deputado estadual já na 5ª Legislatura, afastou-se, em 1965, para assumir a Secretaria de Indústria e Comércio, no governo Ribas Júnior. Suplente de deputado estadual,  na 6ª legislatura, assumiu, temporariamente (1968), a Assembleia Legislativa e, logo em seguida, a Secretaria Geral do Governo. Foi secretário de Imprensa do governo Otávio Lage e Assessor Parlamentar do governo Leonino Caiado.

Eliezer Penna nunca se intimidou com os que se diziam detentores do poder. Era um homem intrépido, audacioso, destemido, sem medo de conquistar mundos, de pregar e acionar ideias vanguardistas. Tinha os olhos voltados para o passado, para o presente e, principalmente, para o futuro. Possuía visão marcada pela dianteira das ideias, pelo original, pela inovação que poderia proporcionar no universo das letras e  da cultura de Goiás. No entanto, fazia tudo com o silêncio e a sabedoria dos sábio, sem alarde.

Sobre Eliezer Penna, o acadêmico Eurico Barbosa escreveu um Prefácio denominado “O Pitoresco da política na Pena de Eliezer”, para o livroPolítica & Políticos: divergências e convergências e trouxe um perfil do brioso jornalista quando ele ainda tinha 22 anos e estava  entre os repórteres e redatores do jornal paulistano Hoje;  depois, traçou sua   história como redator-chefe da Folha de Goiás,  o jornal de maior tiragem  e venda avulsa da capital goiana. Em seguida, exibiu a trajetória do altivo Eliezer, em O Popular, como Diretor-secretário e responsável pelos “excelentes editoriais, bem feitos e diversificado noticiário”, bem como a adoção da reportagem e a modernidade impingida na paginação do jornal.

Em sua prática nas artes do jornalismo, Eurico Barbosa conviveu de perto com o profissional Elizer Penna – que, reitero, fazia jus ao sobrenome, homem da escrita e dono de um discurso fluente, direto e necessário. Nosso confrade escreveu que constatou de perto “o talento, a bondade e caráter de Eliezer Pena. O profissional competente, ético, respeitoso, verdadeiro e afável.  Além das qualidades literárias, do sucesso de seus contos na revista Alterosa, editada em Belo Horizonte e de circulação nacional”.  Falou, ainda, das conquistas literárias do jornalista “a primeira premiação em concursos nacionais daquela publicação mineira”.

Erico Barbosa apontou também a vitória do seu Projeto de  Lei na Assembleia Legislativa, que concedeu, ao jornalista, o título de Cidadão Goiano em 1985. Finalmente, define Eliezer Penna como “Homem de reportagem e do editorialismo político em nosso Estado, desde o final da década de 1940; (…) profissional e politicamente relacionado com todos os principais protagonistas dos fatos históricos, grandes e pequenos, significantes ou insignificantes, ele mesmo personagem de muitos”. Assim, retrata a trajetória jornalística do acadêmico Eliezer Penna, sua condição de repórter excepcionalmente arguto, sua capacidade de ser um “redator de estilo e assinaladamente objetivo, o repórter perfeito, o escritor ideal”.

Javier Godinho, ao escrever para a orelha domesmo  livroPolítica & Políticos: divergências e convergências, considerou Elizer Penna como o “Pai da moderna imprensa  goiana”, discorreu ele conseguia derrubar os empecilhos causados pelo conservadorismo “sempre com a cabeça sob o cutelo, até para desfrutar de maiores doses de paz, decidiu trocar o jornalismo pela política e se  transformou em digno homem público e competente secretariado de estado e deputado. Só então teve tempo de fazer poesia e escrever por diletantismo, coisas que realiza com indiscutível talento”.

Na literatura, Eliezer Penna publicou em 1969, o livro de contos Sem cravo na lapela. Em 1973, o de poemas Imagens do meu tempo. E, em 2007,Política & Políticos: divergências e convergências,livro que traz crônicas e reflexões marcadas por um sutil humor.

Sua lírica exprime a morada de suas memórias e experiências. Seus textos poéticos acionam a vida em construção, exemplificado em alguns fragmentos  do poema “Brasília”, que demonstra suas experiências na política e amor por seu país:

I

Brasília – sonho arrojado!

De brasileiros viris

Marco de fé já plantado

No coração do país.

Vais surgindo no planalto

Mãos erguidas para o alto

Suave prece de luz!

Simbolizas um tesouro:

Um porvir de paz e de ouro

A Terra de Santa Cruz!

              (…)

VIII

Saudemos, pois, o futuro

O Brasil está de pé

Aplaudindo o fruto puro

Da força, do amor, da fé.

Cantemos todos um hino

A fibra de Juscelino

Nosso chefe sempre avante

Oh! Moderno bandeirante

Da grandeza do Brasil!

                (…)

IX

Brasília, Brasília amada!

Grande e radiosa hás de ser.

Criança meiga e mimada

Que eu vi um dia nascer.

Goiânia, a irmã carinhosa

Que te embala cuidadosa

Te quer muito, muito mais!

Todo o Brasil te deseja,

Mas Goiânia é quem te beija

Porque nasceste em Goiás!

 

APRENDIZAGEM, AMOR E FÉ

 

A arte nomeia a existência das coisas por meio de metáforas que pluralizam a significação do silêncio, porque dizem o indizível e possuem uma sintaxe invisível. Esta sintaxe manifesta-se na singularidade da palavra literária, numa realização silenciosa da metáfora. É o silêncio do sentido.  Não se trata de um silêncio negativo que se esvai e contenta em negar a si mesmo em seu silêncio. É um silêncio que diz muito, retórico, que é criativo, surgido no instante dos grandes começos: a terra, o mundo, a história, os homens. É um silencio dizente, que medita enquanto exprime um pensamento.

O artista da palavra desvela a existência das coisas por meio da linguagem literária, quebrando assim o silêncio das palavras e fazendo tudo emergir aos olhos do leitor: a nuvem, a asa, o vento, a árvore, a pedra, o morto, o curto prazo da vida, o curto prazo da morte.

Por meio da Literatura, o homem põe a linguagem em marcha e manifesta o próprio ser composto de palavras em movimento, que aciona o combustível das ideias, da criação de um outro mundo, além da realidade, mais intenso, mais pleno.

A literatura e a crítica literária são minha profissão e minha fé. Desde sempre, percebi que a literatura, era um modo de vida, um ofício que se completava com o prazer de Amar os outros e, mais tarde, na criação dos filhos.

Nasci no interior de Goiás, hoje Tocantins, filha de Manoelina Gonçalves Leitão e de Francisco das Chagas Leitão. Minha mãe era professora. Cresci dentro de escolas, vivenciando a sala de aula e os livros, livros a mãos cheias, como poetizou Castro Alves. E a Literatura esteve comigo nos caminhos de encantamentos e imaginário. Fiz da palavra minha fé. Os estudos literários foram ampliados no mestrado em Literatura Brasileira, da Universidade Federal de Goiás, onde tive como meu grande mestre e incentivador o saudoso e memorável acadêmico José Fernandes. Foi ele quem ensinou-me os caminhos da poesia, com seus enigmas e mistérios, apresentou-me “ (i)ma(r)gens da Crítica  e do poético, orientou-me que “o poeta não nasce poeta, ele se constrói diuturnamente”, direcionou-me em lições  sobre as Dimensões da Literatura Goiana,  O poema Visual, orientou-me sobre O poeta da Linguagem, O selo do poeta (2005), mostrou-me as veredas existenciais de Guimarães Rosa, da literatura brasileira e de todos os grandes nomes da literatura universal em O existencialismo na literatura brasileira(1986), e outras lições. Fui instruída por ele, nas palavras de Riobaldo que “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”.Com sua vasta e densa obra, mostrou-me que o verdadeiro mestre  é aquele que, de repente, descobre que aprende e continua estudando. Hoje, ele é uma estrela que reluz em nossa história e memória. Faço aqui uma homenagem ao meu mestre, meu orientador e amigo José Fernandes, neste dia especial e de agradecimentos.

Agradeço, em especial, a Deus, minha força maior, por este momento. Pura bênção e amor.

À   minha mãe, a quem expresso toda a gratidão por ter feito de mim, por meio dos seus ensinamentos e exemplos preciosos, uma educadora e escritora. Procurei seguir o seu modelo de mulher, de força, de determinação, de justiça, de liderança, de honestidade, de lealdade, de fé em Deus e de solidariedade.  Obrigada, mãe! Muito obrigada!

Agradeço aos que confiaram e acreditaram na minha competência literária e a todos que me acolhem, com afeto, na Casa Colemar Natal e Silva, o sobrado emblemático da Rua 20 – Centro das Letras de Goiás, honra e glória – Agradeço, citando   o poeta francês Nicolas Chamfort, “A estima vale mais do que a celebridade, a consideração vale mais do que a fama e a honra vale mais do que a glória”.

De maneira exclusiva, minha gratidão pelo carinho e amizade, pelos laços eternos de poesia, de sonhos e de realizações aos confrades Lêda Selma de Alencar e Gilberto Mendonça Teles. A este confrade, poeta-crítico e professor, meusvotos de agradecimentos pela recepção primorosa, construída num peça literária de sabedoria e conhecimento.

Ao meu irmão, que é um pouco filho, Wilson Robson, e aos familiares e amigos, meu carinho particular.

Aos meus colegas educadores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e alunos e orientandos do Mestrado em Letras, que sempre confiaram no meu trabalho e caminham comigo nas pesquisas e nas realizações de projetos.  A esta Instituição de ensino, nossa PUC Goiás, que é minha segunda casa, lugar de Ciência, Realização e Vida.

Faço um agradecimento particular a Everaldo Correia de Lima, meu marido há 34 anos, o porto seguro do meu rio de idealismo que, com paciência silenciosa, engenho e arte, deixa-me voar no mundo do imaginário.  Não consigo me imaginar sem você ao meu lado, apoiando-me nos projetos, trabalhos e amor.

Ao meu filho, Everaldo Júnior, primogênito, tão esperado. Onze anos de espera e fé de tornar concreto o meu sonho maior, ser mãe. Alegria e materialização. Meu Júnior, engenheiro que me dá segurança nos ideais e nas construções de castelos com ilustrações para encantar as crianças, cúmplices nas viagens com meus contos de fada, nas fantasias de arte e de cultura.

À minha filha, Cecília, boneca dos sonhos, cor de encantos, salmão e rosas nos ares que dançam alegria. Engenheira bailarina que me realiza com seus cálculos, sua matemática e o engenho da sua realidade.

À Diana, minha filha caçula, deusa da minha natureza, amiga, companheirinha, psicóloga, médica. Sua beleza é eterna, sua alma é admirável, livre, guerreira.

Obrigada, filhos por me fazerem venturosa, com seu carinho e amor diuturnos, imprescindíveis e vitais.

As expressões que resenham esses agradecimentos não traduzem minha gratidão por inteiro. Na luta com as palavras em busca da síntese, recorro aos versos de Drummond: “Lutar com palavras é a luta mais vã.  (…) São muitas, eu pouco”.

Sou grata a todos que fazem parte da minha história, do meu rio existencial. Gratidão e Amor, nossa única salvação individual e nossa felicidade, o que imortaliza.

A seguir foi passada a palavra à presidente Lêda Selma de Alencar que agradeceu a presença de todos e passou à nominata dos acadêmicos presentes:  Nasr Nagib Fayad Chaul, Moema de Castro e Silva Olival, Getúlio Targino Lima, Hélio Rocha, Waldomiro Barini Ortêncio, Luiz de Aquino Alves Neto, Gilberto Mendonça Teles, Martiniano José da Silva,  Eurico Barbosa dos Santos, Lêda Selma de Alencar, Antônio César Caldas  Pinheiro, Luiz Augusto Paranhos Sampaio, Miguel Jorge, José Ubirajara Galli Vieira, Ursulino Tavares Leão, Edival Lourenço de Oliveira, Iuri Rincon Godinho, Hélio Moreira, Emílio Vieira das Neves, Ney Teles de Paula,  Maria Augusta de Sant’Anna  Moraes, Geraldo Coelho Vaz, Itaney Francisco Campos, Maria do Rosário Cassimiro, Francisco Itami Campos e Gabriel José Nascente e deu por encerrada a sessão.  Eu, Edival Lourenço de Oliveira, primeiro secretário, lavrei a presente ata que, se aprovada na próxima sessão, será assinada por todos os presentes.

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