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  ‘DIA DO ESCRITOR’: A REVERÊNCIA DA AGL

Publicado em 25 de julho de 2018

                       ‘DIA DO ESCRITOR’: A REVERÊNCIA DA AGL

 

 

Lêda Selma

 

 

Neruda disse: Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias. Verdade. E, dentre tantas, uma das funções do escritor: conceber e dar à luz ideias. Ou seja: escrever é criar, recriar, intervir, apontar, agir, postar-se diante da vida. E ao escritor compete dizer o que não foi dito, ser capaz de descobrir o que não foi descoberto, atrever-se a destampar o que está fechado a vácuo, tirar o mofo das inverdades, posicionar-se diante da vida e de seus imbricamentos, misturar emoção e razão, fantasia e realidade, alvoroçar o silêncio, escarafunchar o desconhecido, poetar.

20 de julho, Dia do Escritor. Melhor seria: dia de o escritor ser lembrado e de seu valor, reconhecido. Dia de avaliar a relevância de seu papel, não só cultural, mas também social.

Um dia simbólico, como muitos outros, porém, sem brilho, sem alarde, sem festejos. Nem o comércio interessa-se por ele. O livro que o diga. Todavia, o escritor sempre sobrevive a cada Dia do Escritor e a todos os dias que não lhe são consagrados. Já sobreviveu a tantos dias sombrios, a tantos desafios, a tantos descasos, a tantos esquecimentos, a tantas torturas, a tanta exploração, a não existir como escritor… Nem a profissão de escritor é reconhecida. Inexiste no acervo das profissões. Somos escritores, contudo, sem a chancela da oficialidade. Escritores assumidos. Diletantes. Profissionais por vocação ou por necessidade. Amadores por lei.

Escrever é estar no extremo de si mesmo. Pois é, João Cabral de Mello Neto, hoje, Dia do Escritor, por óbvio, ele sente que seu extremo colide com a superfície dos que não o reconhecem como fomentador da cultura e da educação de um povo.

Parabéns, escritores! Vida longa à sua inspiração, criatividade e perseverança! Perseverar, para nós, é fundamental!

 

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