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Aceno

Publicado em 26 de Maio de 2017

Não sei se parti

deixando

o aceno de lenço branco.

 

Tempo da viagem

em terras de longes caminhadas

e pássaros passareando alvorada

na gritaria da cabeça quente.

 

Frio derretendo,

neve de sol sombrio

e antiga lição.

Voltar sem nada a aprender,

sem nada olhar.

 

É tarde.

Lá fora nada detém

o homem que passa.

Ninguém ousa vê-lo

com o chapéu

e a bengala da saudade.

por Geraldo Coelho Vaz.

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