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MESMO SOB O PESO DOS RELÓGIOS

Publicado em 19 de outubro de 2018
Temos o ouvido tapado
e uma cicatriz de lado.
Na solidão do dia
escrevemos nas paredes
com tinta do carvão mais forte
o desatino de nossas vinhas.
Vivemos ainda,
mesmo sob o peso dos relógios.

por Augusta Faro.

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