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QUE A PAZ ESTEJA CONOSCO! AMÉM!

Publicado em 30 de agosto de 2018

A PAZ é o sonho branco que ganha tonalidades várias em campanhas, movimentos, manifestações e atividades que buscam torná-la mais que um embrião sempre imaturo, à espera de vir à luz, e sim, sêmen de um ideal pronto para o desabrolho, com a robustez de uma realização sólida e duradoura. Há que se pensar, contudo, num formato que não tenha só o perfil de campanhas, que possuem caráter transitório, mas, sobretudo, que se firme na continuidade e permanente visibilidade.

Rede Permanente Pela Paz, não só declarada pela Lei Nº 9790, de 23/3/1999, como de Interesse Público, mas uma entidade do Bem, trabalha sob esse foco, de forma clara e definida, tanto que, durante todo o ano, mobiliza-se no sentido de formar uma consciência social, cujos postulados humanísticos e objetivos concretos tentem fortalecer o combate à violência, seja ela de qualquer estirpe. Um trabalho de grandeza tamanha, contínuo, participativo e agregador.

Vivemos um momento de modalidades de violência de toda a espécie, algumas beirando o inacreditável e até o bestial. Tempo de crimes, mortes, assaltos, sequestros, ataques (o mundo tornou-se violento, o Brasil engorda as estatísticas e Goiás as referenda). Ninguém está imune à violência. Impune sim! A violência, em especial, contra a mulher, negros e homossexuais é espantosa! Agressões físicas, morais, emocionais, crime por motivos banais, torpes, inócuos proliferam-se diante de nosso assombro e de nossa impotência, várias vezes ao dia. A impunidade, é notório, fortifica essas práticas horrendas, a ponto de torná-las comuns e diárias. A reincidência, portanto, é filha predileta da impunidade. A ação paternalista, em nome dos direitos humanos, que só enxerga o criminoso, é outro ponto de apoio à prática e reincidência do crime.

Só a Educação e a Cultura poderão mudar esse processo de deterioração dos valores humanos e de banalização da vida, tão vulnerável à saga de criminosos amadores ou profissionais. Hoje, um celular, uma nota de dez reais, um rompimento amoroso, uma discordância, o confronto com as diferenças, tudo é justificativa para a barbárie, assassinatos, feminicídios, ataques homofóbicos. Mata-se por matar, simplesmente. A desigualdade social, por óbvio, corrobora essa realidade. O jeito, o olhar de todos focado na semeadura da PAZ, envolvendo a base: crianças, jovens, escolas. Como sementadores, eles chegarão às famílias, à comunidade, à internet, aos quatro cantos do mundo. A base é o que sustenta a construção. O poder da criança e do jovem é inavaliável, e a parceria da escola, fundamental. Não é fantasia ou ficção essa premissa. É caminho para se chegar ao futuro que consagrará a PAZ.

Parabéns, à Rede Permanente Pela Paz! Sua trajetória quixotesca e incansável, além de emocionar, revitaliza, a cada dia, o sonho dos que sabem que a PAZ é a redentora da humanidade, em todos os sentidos. De 15 a 21, lenços e bandeirolas brancos nas janelas e nas fachadas, aqui, ali, acolá!

por Lêda Selma.

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